terça-feira, 23 de janeiro de 2024
Camões terá nascido faz hoje 500 anos
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
Po.e.mas Sol.tos
Sol de janeiro
Nunca tanto como hoje reparei com atenção
na luz do sol de Janeiro.
Forte mas delicada.
Furtiva mas demorada.
Não arde nem faz tremer.
Não é densa nem clara.
A luz do sol em Janeiro:
assim é o nosso amor
oculto pela tinta dos dias
apenas espreita uma aberta
(uma distracção das nuvens)
Para luzir e irromper
(nunca antes como hoje precisei)
tanto que o vento lhe desse oportunidade).
O nosso amor é Janeiro:
mesmo se o julgo esquecido
sei que está sempre lá.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
EFEMÉRIDES À MESA
Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
Dos Nossos Alunos - HUMAN RIGHTS
All rights matter. Of course
they do. How could they not? How can we talk about freedom of expression if we
don’t talk about the right to live a safe life? How can we feel safe talking
about religion or sexuality if we live in a country without freedom of
expression? I believe all rights should be respected. After all, they’re rights
for a reason.
In a perfect world, there
would be no human rights violations. Unfortunately, we know that’s pretty much
impossible. So, even though all UDHR’s rights are equally important, I think we
should prioritize. As I said before, there are some rights we don’t even think
about if we don’t have others assured. Overall, I believe we should aspire to a
perfect world and do our best to achieve that. We should not waver when we
don’t see results right away.
This fight is a process.
Looking back we can see that we’ve come a long way, but we need to keep going
since there’s still a lot more we can achieve.
Raquel Vilaça Ferrão, nº9 12ºCSE
Dos Nossos Alunos
"Conto à Vista"
No âmbito da comemoração do Mês das Bibliotecas Escolares a BESCM lançou o concurso intitulado "Conto à Vista", desafiando os alunos a escreverem um conto a partir de uma imagem.
No Ensino Básico a imagem escolhida foi o quadro de Paula Rego "As Criadas"
e no Ensino Secundário "A noite Estrelada" de Vincent Van Gogh.
A Biblioteca agrade-se e congratula-se com a participação de todos os alunos e divulga o nome dos vencedores e respetivos contos.
A MONTANHA-RUSSA DE EMOÇÕES
Na primeira metade do século XX, numa vila muito tranquila, havia uma senhora chamada D. Maria e sua filha. Viviam numa casa pequena, aconchegante e colorida, com as suas duas criadas e o porco de estimação.
D. Maria andava muito triste e chorosa, uma vez que o seu marido faleceu ao combater na 1ª Guerra Mundial. Para a alegrar, as suas criadas, que gostavam muito da sua patroa, aconselharam-na a ir a um restaurante que tinha fama de ter comida muito saborosa.
Apesar de não ter vontade, D. Maria decidiu seguir o conselho de suas criadas e levou a sua filha a almoçar fora. Quando entrou no restaurante, sentou-se numa mesa a um canto, bem resguardada e escolheu o prato para ela e para a sua filha, Beatriz. Enquanto se deliciavam com a apetitosa refeição, conversavam alegre e distraidamente uma com a outra. A pequena menina, ao beber do seu copo de forma sôfrega, acabou por derramar um pouco do sumo na sua camisa. A mãe, não querendo que a menina ficasse com a roupa molhada junto ao peito, correu à procura de um sítio para secar.
Ao entrar numa porta castanha, D. Maria viu um belo cozinheiro, que olhou também para ela. Este, ao ver tanta beleza, atrapalhou-se e deixou cair a panela em cima de D. Maria. Envergonhado, o cozinheiro desfez-se em desculpas. Foi amor à primeira vista. Começaram a falar e descobriram que tinham gostos muito parecidos. Marcaram logo um encontro e foram fazendo mais programas juntos. Depois de um tempo, ele pediu-a em namoro e depois em casamento. Foi um dia muito bonito e emocionante. As criadas de D. Maria, que eram muito especiais para ela, foram as suas madrinhas de casamento.
D. Maria e seu marido, os filhos Beatriz e José, que nasceu do segundo casamento, as criadas e o porco Piruças, viveram felizes para sempre.
Texto realizado por: Lourenço Moutinho, Maria Cunha e Teresa Castro; 7ºA
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
domingo, 26 de novembro de 2023
Po.e.mas Sol.tos
O QUADRO DO FUTURO
Havemos de ir ao futuro
Havemos de ir ao futuro
e quando lá chegarmos
hão-de estar no sofá os nossos pais
a cuidar dos sonhos que nos deram
Os nossos avós a encher de luzes a árvore de natal
Os nossos filhos, e os filhos deles
espantados e atrevidos como nós
Havemos de ir ao futuro
e quando lá chegarmos
hão-de estar todos juntos numa festa à nossa espera
mesmo os amigos que perdemos no caminho
Hão-de lá estar todos com balões de várias cores, bolo-rei
e ao fundo da sala um cartaz do tamanho da nossa idade
onde se lê: ainda bem que vieram
Havemos de ir juntos ao futuro
ou se não houver boleia para todos ao mesmo tempo
havemos de nos encontrar lá
Havemos de ir ao futuro e, no futuro,
estará finalmente tudo, como dantes.
Filipa Leal
in «Vem à quinta-feira», Assírio & Alvim, 2016
Filipa Leal nasceu no Porto em 1979. Formou-se em Jornalismo na Universidade de Westminster, em Londres, e é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde apresentou a dissertação sobre os “Aspectos do cómico na poesia de Alexandre O’Neill, Adília Lopes e Jorge de Sousa Braga”.
Jornalista cultural, foi editora do suplemento literário do jornal O Primeiro de Janeiro. Colabora assiduamente no ciclo Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre e tem feito leituras de poesia em diversos locais do país (Serralves, Fundação Eugénio de Andrade, Biblioteca Almeida Garrett, Casa das Artes de Famalicão, Casa Fernando Pessoa, entre outros).
Tem participado em vários encontros internacionais de escritores e é colaboradora permanente da revista Um Café, distribuída nos cafés do Porto. O Bando dos Gambozinos musicou um dos seus poemas, agora disponível no álbum Com Quatro Pedras na Mão. Integra, desde 2004, os Seminários de Tradução Colectiva de Poesia Viva da Fundação da Casa de Mateus.
Publicou lua-polaroid (2003), Talvez os Lírios Compreendam (prefácio de António Mega Ferreira, 2004), A Cidade Líquida e Outras Texturas (2006) e O Problema de Ser Norte (2008).
In Correntes D’Escrita (CM Póvoa do Varzim)



