quarta-feira, 25 de maio de 2022

EFEMÉRIDES À MESA

Dia Internacional de Viver Juntos em Paz  

Promover a paz, tolerância, inclusão, compreensão e solidariedade é o objetivo do Dia Internacional de Viver Juntos em Paz, assinalado anualmente, a 16 de Maio. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, visando manter o desejo de viver e agir em conjunto, unidos em diferenças e diversidade, a fim de construir um mundo sustentável de paz, solidariedade e harmonia.

Nesse dia, desafia-se a humanidade a refletir sobre o preço cruel das guerras e suas consequências, como escolas destruídas, hospitais bombardeados, famílias destroçadas, refugiados à procura de esperança, países em crise, entre outras.






domingo, 1 de maio de 2022

EFEMÉRIDES À MESA - Dia Mundial da Língua Portuguesa 2022

O ano de 2022 marca a 3.ª comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio. Este dia celebra a projeção da quarta língua mais falada no mundo. Com cerca de 260 milhões de falantes, é língua oficial de Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. É também um dos idiomas oficiais de Macau. Existem também importantes comunidades falantes do português na América do Norte. As Nações Unidas estimam que, em 2050, 387 milhões de pessoas falem português.











quarta-feira, 20 de abril de 2022

Dia Mundial da Consciencialização do Autismo

 

  Soltaram-se as borboletas dentro da Biblioteca ESCM 

 

A data de 2 de abril foi comemorada, este ano, na biblioteca escolar da ESCM, com a dinamização de um oficina de artes em que participaram as turmas 7ºC, 7ºK e 8ºL.

A atividade foi iniciada com a sensibilização dos alunos para a condição do autista, feita pela docente da nossa equipa Ana Tavares. Após este momento, os participantes, já conscientes da sua simbologia, deram início à tarefa de pintura e recorte de borboletas.

Os momentos da atividade foram tão divertidos e descontraídos que os outros elementos da equipa, incluindo a nossa funcionária, D. Isabel Ricardo, também quiseram participar colorindo, recortando e libertando com estes insetos   a felicidade e o poder de transformação que eles representam.

As borboletas coloridas estão agora a esvoaçar dentro da biblioteca, decorando e alegrando o nosso espaço.










sexta-feira, 8 de abril de 2022

Com o desejo de uma Páscoa feliz...



PÁSCOA


Um dia de poemas na lembrança
(Também meus)
Que o passado inspirou.
A natureza inteira a florir
No mais prosaico verso.
Foguetes e folares,
Sinos a repicar,
E a carícia lasciva e paternal
Do sol progenitor
Da primavera.
Ah, quem pudera
Ser de novo
Um dos felizes
Desta aleluia!
Sentir no corpo a ressurreição.
O coração,
Milagre do milagre da energia,
A irradiar saúde e alegria
Em cada pulsação.
                   Miguel Torga, in Diário XVI


PÁSCOA NA ALDEIA

Minha aldeia na Páscoa…
Infância, mês de Abril!
Manhã primaveril!
A velha igreja.
Entre as árvores alveja,
Alegre e rumorosa
De povo, luzes, flores…
E, na penumbra dos altares cor-de-rosa .
Rasgados pelo sol os negros véus.
Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores.
Ressurreição de Deus! (…)
Em pleno azul, erguida
Entre a verde folhagem das uveiras.
Rebrilha a cruz de prata florescida…
Na igreja antiga a rir seu branco riso de cal.
Ébrias de cor, tremulam as bandeiras…
Vede! Jesus lá vai, ao sol de Portugal!
Ei-lo que entra contente nos casais;
E, com amor, visita as rústicas choupanas.
É ele, esse que trouxe aos míseros mortais
As grandes alegrias sobre-humanas.
Lá vai, lá vai, por íngremes caminhos!
Linda manhã, canções de passarinhos!
A campainha toca: Aleluia! Aleluia! (…)
Velhos trabalhadores, por quem sofreu Jesus.
E mães, acalentando os filhos no regaço.
Esperam o COMPASSO…
E, ajoelhando com séria devoção.
Beijam os pés da Cruz.

         TEIXEIRA DE PASCOAES

 Breves Notas

  • Teixeira de Pascoaes nasceu a 2 de novembro de 1877 na freguesia de São Gonçalo de Amarante e morreu a 14 de dezembro de 1952 no Solar de Pascoaes em Gatão;
  • Nas suas próprias palavras Pascoaes era um “homem cabisbaixo, sisudo, com uns olhos tristes e espantados”.
  • Com António Sérgio e Raul Proença foi um dos líderes do chamado movimento da “Renascença Portuguesa” e lançou em 1910 no Porto, juntamente com Leonardo Coimbra e Jaime Cortesão, a revista A Águia, principal órgão do movimento.
  • Foi nomeado para o Nobel da Literatura em 1942, 1943, 1944, 1947 e 1948, sempre por João António de Mascarenhas Júdice, visconde de Lagoa e membro da Academia Portuguesa na secção de Humanidade.

 


Po.e.mas Sol.tos

 





A PAZ SEM VENCEDOR E SEM VENCIDOS

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos

                              In Dual (1972) – Sophia de Mello Breyner Andresen

 

terça-feira, 22 de março de 2022

Po.e.mas Sol.tos

 




Poema à Primavera


Depois do Inverno, 
morte figurada, 
A primavera,
uma assunção de flores. 
A vida 
Renascida 
E celebrada 
Num festival de pétalas e cores. 


 Agora

 
Abre-te, Primavera!
Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.
Um poema indeciso
Entre a coragem e a covardia.


Um poema de lírica alegria
Refreada,
A temer ser tardia
E ser antecipada.
Dantes, nascias
Quando eu te anunciava.
Cantava,
E no meu canto acontecias
Como o tempo depois te confirmava.
Cada verso era a flor que prometias
No futuro sonhado…
Agora, a lei é outra: principias,
E só então eu canto confiado.

 

ODE À PRIMAVERA

A vida anda possessa de Poesia!
Anda prenha de mosto!
Ou é da luz do dia,
Ou é da cor do rosto,
Ou então quer abrir-se, neste gosto
De pão com todo o sal que lhe cabia!
 
Tem narcisos de amor no coração,
Folhas de acanto nos sentidos!
E carícias na mão
A espreitar dos tendões adormecidos!
 
Toca-se numa pedra, e ela treme!
Murmura-se uma prece, e a boca grita!
A rabiça do arado é como um leme
Sobre a terra que ondula e ressuscita!
Quem avoluma a sombra, ou quem a teme?
Cada presença é um hino que palpita!
E se na estrada alguém discorda e geme,
Ninguém que vai no sonho o acredita!
 
Serás tu, Primavera?
Tu, com frutos na rama do futuro,
Com sementes nos pés
E flores inúteis sobre cada muro,
Contentes só da graça que tu és!

 

Miguel Torga


Biografia de Miguel Torga

Miguel Torga (1907-1995) foi um escritor português, um dos mais importantes poetas do século XX. Destacou-se também como contista, ensaísta, romancista e dramaturgo, deixando mais de 50 obras publicadas.

Miguel Torga, pseudônimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em São Martinho de Anta, Vila Real, Portugal, no dia 12 de agosto de 1907. De família humilde, com 10 anos foi para a cidade do Porto trabalhar na casa de familiares. Foi porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava a escadaria etc.

Em 1918 foi mandado para o seminário de Lamego, onde estudou Português, Geografia e História, Latim e os textos sagrados. Depois de um ano decidiu que não queria ser padre.

Em 1920, com 13 anos, Miguel Torga viajou para o Brasil para trabalhar na fazenda de café, de um tio, em Minas Gerais. Foi matriculado no Ginásio, em Leopoldina.

Em 1925, com 18 anos, regressou a Portugal acompanhado do tio, que percebendo a inteligência do sobrinho se prontificou a custear seus estudos em Coimbra.

Durante três anos cursou o Liceu e em 1928 matricula-se na Faculdade de Medicina. Em 1933, depois de formado, começou a exercer a profissão em sua terra natal.

Carreira literária

Ainda estudante de medicina, Miguel Torga Iniciou sua vida literária e publicou seus primeiros livros de poemas:

  • Ansiedade (1928)
  • Rampa (1930)
  • Tributo (1931)  
  • Abismo (1932)

Em 1934, publicou A Terceira Voz, quando passou a usar o pseudônimo que o imortalizou. As criticas ao regime franquista espanhol contidas no livro O Quarto Dias, levaram-no à prisão em 1940

 Miguel Torga evitava agitação e publicidade, mantinha-se longe de movimentos políticos e literários, não dava autógrafos ou dedicatórias e não oferecia livros a ninguém, para que o leitor fosse livre para escolher.

Sua obra reflete as apreensões, esperanças e angústias de seu tempo, traduz sua rebeldia contra as injustiças e sua revolta diante dos abusos do poder.

Miguel Torga escreveu uma vasta obra, em poesia, prosa, romance e teatro. Teve seus livros traduzidos para diversas línguas. Foi por várias vezes candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.

Miguel Torga recebeu vários prêmios, entre eles:

  • Prêmio do Diário de Notícias (1969)
  • Prêmio Internacional de Poesia de Knokke-Heist (1976)
  • Prêmio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S. (1981)
  • Prêmio Camões (1989)
  • Prêmio Personalidade do Ano (1991)
  • Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992)
  • Prêmio da Crítica, consagrando a sua obra (1993)

Miguel Torga faleceu em Coimbra, Portugal no dia 17 de janeiro de 1995.

Obras de Miguel Torga

  • Ansiedade (1928)
  • Rampa (1930)
  • Tributo (1931)
  • Pão Ázimo (1931)
  • Abismo (1932)
  • A Terceira Voz (1934)
  • O Outro Livro de Jó (1936)
  • Bichos (1940)
  • O Quarto Dia (1940)
  • Contos da Montanha (1941)
  • Rua (1942)
  • O Senhor Ventura (1943)
  • Libertação (1944)
  • Vindima (1945)
  • Odes (1946)
  • Sinfonia (1947)
  • O Paraíso (1949)
  • Cânticos do Homem (1950)
  • Portugal (1950)
  • Alguns Poemas Ibéricos (1952)
  • Penas do Purgatório (1954)
  • Traços de União (1955)
  • Orfeu Rebelde (1958)
  • Câmara Ardente (1962)
  • Poemas Ibéricos (1965)
  • Fogo Preso (1976)
  • A Criação do Mundo (V volumes, 1937, 38, 39, 74 e 81)
  • Diário (XVI volumes, 1941 a 1993)

 

quarta-feira, 16 de março de 2022

EFEMÉRIDES À MESA

No dia 21 Março, DIA DA ÁRVORE, celebra-se também o DIA MUNDIAL DA POESIA. Este dia  celebra a diversidade do diálogo e a  livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação.







Professora Lurdes Lousada