quinta-feira, 27 de junho de 2024

Po.e.mas Sol.tos

 


 

Escola é…

... o lugar que se faz amigos.


Não se trata só de prédios, salas, quadros,

Programas, horários, conceitos...

Escola é sobretudo, gente

Gente que trabalha, que estuda

Que alegra, se conhece, se estima.

 

O Diretor é gente,

O coordenador é gente,

O professor é gente,

O aluno é gente,

Cada funcionário é gente.

 

E a escola será cada vez melhor

Na medida em que cada um se comporte

Como colega, amigo, irmão.

Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”

Nada de conviver com as pessoas e depois,

Descobrir que não tem amizade a ninguém.

Nada de ser como tijolo que forma a parede, Indiferente, frio, só.

 

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,

É também criar laços de amizade, É criar ambiente de camaradagem,

É conviver, é se “amarrar nela”!

 

Ora é lógico...

Numa escola assim vai ser fácil! Estudar, trabalhar, crescer,

Fazer amigos, educar-se, ser feliz.


É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

 

                                                                             Paulo Freire 

                                                                             (1921-1997-  educador e filósofo brasileiro)

 

            Até para o ano!


Objetos que contam História

 


50 anos do 25 de abril de 1974

No âmbito dos Direitos Humanos e da disciplina de Filosofia, as turmas A, B e C do 11º ano trabalharam a LIBERDADE enquanto valor inestimável numa vivência democrática esclarecida, comemorando o aniversário do 25 de abril de 1974.

Cruzando conteúdos curriculares das Aprendizagens Essenciais da disciplina, nomeadamente os relativos ao Determinismo e Liberdade, Valores, Filosofia Política e Filosofia da Arte, foi realizada na Biblioteca da Escola Secundária uma atividade sob o tema “Objetos que contam História”.

Problematizando uma instalação artística - Revolução em ponto de meia - da autoria de Mafalda Leal Moura (2024), os alunos foram convocados a refletir e posicionar-se eticamente perante a realidade histórica. O casaco integrado na instalação foi, intencionalmente, tricotado em 1963 por alguém preso em nome da Liberdade e oferecido a uma amiga de infância que, à data, estava grávida. A sua proprietária valorizou esta dádiva e entende-o como símbolo de bons valores: Amizade, Fraternidade e Liberdade.

Foi solicitado aos alunos das turmas envolvidas que escrevessem uma palavra/conceito emergente dessa narrativa. São essas reflexões que se apresentaram e estiveram expostas.

Professora Ana Luísa Melo


EFEMÉRIDES Á MESA

 A BRINCAR É QUE A GENTE SE ENTENDE

No passado dia 28 de Maio comemorou-se o Dia Internacional do Brincar e no dia 1 de Junho o Dia Mundial da Criança. Juntando estas duas efemérides, a Biblioteca da ESCM abraçou a tarefa de “pôr” a Comunidade Educativa a brincar.

BRINCAR é um direito da criança, consignado na Convenção sobre os Direitos das Crianças das Nações Unidas (artigo 31.º).

Brincar é uma fonte de energia, alegria e diversão e opera vantagens importantes na educação (mais concentração, mais criatividade e melhor conhecimento dos colegas/amigos), para além de passarmos a conhecer melhor o nosso corpo e a coordenarmos melhor os nossos movimentos. Também nos ajuda a lidar com as nossas emoções, os nossos sentimentos e a partilhar.

Tendo como mote “A Brincar é que a Gente se Entende”, a Equipa da Biblioteca organizou uma pequena mostra de jogos coletivos e tradicionais e desafiamos os frequentadores da Biblioteca a experimentar. Foi uma animação!

À entrada e à saída, o Jogo da Macaca era obrigatório para se aceder e sair do espaço da Biblioteca. O Sr. Diretor do AECM, Marco Marques, acompanhado de professores estrangeiros em mobilidade, não escaparam à regra e foi vê-los recuar anos (não muitos J), até à juventude.

As brincadeiras foram muitas: jogos de tabuleiro, loto, monopólio, mikado, quem é quem?, 4 em linha, o jogo do galo, dominó, eliminar a carica ou o berlinde, lançar o pião ou a piasca, jogar à corda ou ao elástico, colocar o rabo no burro, jogo adivinha o nome…

Ufa! Ficamos cansados, mas o mais importante é que foi muito divertido! Temos que repetir. É uma promessa.

Aos nossos alunos, desejamos umas excelentes férias escolares. Aproveitem para brincar uns com os outros, com a família, os amigos. Em casa, na rua, no parque, na praia… 

Boas Brincadeiras!









terça-feira, 28 de maio de 2024

Po.e.mas Sol.tos

 Trova do Vento que Passa

 


Pergunto ao vento que passa

notícias do meu país

e o vento cala a desgraça

o vento nada me diz.

 

Pergunto aos rios que levam

tanto sonho à flor das águas

e os rios não me sossegam

levam sonhos deixam mágoas.

 

Levam sonhos deixam mágoas

ai rios do meu país

minha pátria à flor das águas

para onde vais? Ninguém diz.

 

Se o verde trevo desfolhas

pede notícias e diz

ao trevo de quatro folhas

que morro por meu país.

 

Pergunto à gente que passa

por que vai de olhos no chão.

Silêncio - é tudo o que tem

quem vive na servidão.

 

Vi florir os verdes ramos

direitos e ao céu voltados.

E a quem gosta de ter amos

vi sempre os ombros curvados.

 

E o vento não me diz nada

ninguém diz nada de novo.

Vi minha pátria pregada

nos braços em cruz do povo.

 

Vi meu poema na margem

dos rios que vão pró mar

como quem ama a viagem

mas tem sempre de ficar.

 

Vi navios a partir

(Portugal à flor das águas)

vi minha trova florir

(verdes folhas verdes mágoas).

 

Há quem te queira ignorada

e fale pátria em teu nome.

Eu vi-te crucificada

nos braços negros da fome.

 

E o vento não me diz nada

só o silêncio persiste.

Vi minha pátria parada

à beira de um rio triste.

 

Ninguém diz nada de novo

se notícias vou pedindo

nas mãos vazias do povo

vi minha pátria florindo.

 

E a noite cresce por dentro

dos homens do meu país.

Peço notícias ao vento

e o vento nada me diz.

 

Mas há sempre uma candeia

dentro da própria desgraça

há sempre alguém que semeia

canções no vento que passa.

 

Mesmo na noite mais triste

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não.

 

                 Manuel Alegre, in Praça da Canção (1965)


Entre a política e a escrita, a vida de Manuel Alegre tem sido feita de luta. Foi uma das figuras mais emblemáticas da Revolução dos Cravos e de todos os anos prévios de resistência à ditadura. No ano em que se celebra o 50.º aniversário do 25 de Abril, fica a conhecer um pouco melhor este escritor, poeta e político.

QUEM É MANUEL ALEGRE?



Nascido em Águeda a 12 de maio de 1936, Manuel Alegre desde cedo levou uma vida dedicada à política e à cultura — não podemos, aliás, considerá-lo um homem apenas de uma destas áreas, uma vez que sempre viveu na fusão de ambas. Cresceu no seio de uma família de tradição política liberal e de luta pela instituição de uma república democrática, o que terá tido influência ao longo da sua vida.

Manuel Alegre fez o ensino primário em Águeda, mas completou o resto da sua escolaridade em várias escolas e colégios entre Lisboa, Porto e São João da Madeira. O romance Alma, que publicou em 1995, faz referência a vários momentos e lugares destes seus primeiros anos de vida.

Em 1956 entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e, no ano seguinte, tornou-se militante do Partido Comunista. Já nessa altura se dedicava muito à cultura: fundou o jornal Prelúdio ainda no liceu, esteve presente na criação do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, representou em várias peças do Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra e publicou poemas em diversas revistas e coletâneas.

 in Manuel Alegre: uma vida entre a escrita e a revolução - Fnac


CONCURSOS - A Voz das Línguas e Falar e Escrever em Bom Português

 

A finalizar o ano letivo chegou a hora para dar notícia dos concursos realizados na BEESCM.

O concurso Falar e Escrever em Bom Português, dinamizado pela professora Fernanda Varela, este ano letivo, envolveu todas as turmas de 7º e 10º anos. Os vencedores das três fases foram Margarida Rodrigues, (7ºD); David Oliveira, (7ºB); Isabel Sousa, (7ºI); José Pedro Costa (10º); Dinis Pinto (10ºD); e Beatriz Gomes (10ºE).

O concurso de leitura em voz alta “A Voz das Línguas”, dirigido a todas as turmas do 3º ciclo e do 10º ano, contou com um elevado número de inscrições e com uma qualidade altíssima tanto nas leituras, como na selecção dos textos apresentadas pelos alunos. Este concurso é realizado ao longo do ano em três eliminatórias e uma final. Os vencedores da final, realizada no passado dia 14 de maio, foram, na vertente de Português, Sofia Martins (7ºD); Carolina Ribeiro (8ºK); Constança Neves (9ºB); e João Almeida (10ºD). Na vertente de Língua estrangeira, venceram a final os concorrentes Henrique Pimentel (7ºJ); Stephanie Mendes ( 8ºK); Beatriz Cerqueira (8ºG); e Lara Mouta (10ºD).

A organização e dinamização destes concursos envolveu um conjunto grande de professores do Departamento de Línguas, de professores da equipa da biblioteca e dos alunos que fizeram parte do júri ao longo do ano. Nos professores destacamos um grande empenho e o espírito de trabalho colaborativo. Nos alunos, tanto nos concorrentes e no júri, como no público,  sobressaiu o espírito cívico.










 

terça-feira, 7 de maio de 2024

25 de abril SEMPRE na Biblioteca ESCM

 



No âmbito da comemoração dos 50 anos do 25 de abril, a biblioteca ESCM, ao longo da semana, convidou os alunos a virem à biblioteca participar na Oficina 25 de abril e fazerem o seu próprio cravo que passaram a usar na lapela do blusão, na mochila,  ao peito, etc., de forma a que esta comemoração estivesse presente e fosse vivida com cor na nossa escola. 








A atividade foi um sucesso! 
Obrigada a todos!

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Semana da leitura 2024

 

De 18 a 22 de março,  as bibliotecas escolares do AECM  festejaram  a  Semana da Leitura dinamizando inúmeras  e variadas atividades  promotoras do prazer da leitura.

As atividades de leitura programadas na Biblioteca Escolar ESCM decorreram com a participação de alunos e professores que aderiram de forma entusiasta às propostas. Destacamos a Roda de Poesia, com a participação das turmas 7ºA, 7ºG, da professora Rosa Amaral,  e o 12º D,  de Teresa Barbosa. Dinamizamos também uma  Tertúlia, com as turmas 9ºE, da professora Alice Sousa, e o 12ºE, da professora Cristina Ferreira, decorrente do visionamento, a 8 de março,  do filme “As ondas de abril”, um filme luso-suíço-francês realizado por Lionel Baier. Nesta tertúlia, temas como a liberdade, a censura ou a manipulação da informação, o racismo, entre muitos outros temas importantes para reflexão foram amplamente debatidos pelos alunos que evidenciaram grande sentido crítico e de cidadania.

Houve ainda  lugar  a outras atividades relacionadas com o Dia Mundial da Árvore e da Poesia e a Páscoa.  A Árvore dos Desejos de Páscoa, dinamizada pela professora Ana Tavares, construída com materiais reutilizados, neste caso jornais, foi o suporte para a dinamização de uma oficina em que os utentes da biblioteca decoraram os ovos onde inscreveram um desejo.

À Leitura em Sala de Aula, aderiram as turmas 7ºE, 7ºH e 11ºC, com as colegas Lúcia Cruz, Alice Vaz e Ana Luísa Melo, respetivamente.

 Desta semana ficou a sensação de que a celebração da leitura e o encontro com os livros continua a fazer-se  com prazer nas nossas escolas.

O nosso obrigada a todos os que participaram nesta festa!